Codinome Orquídea - Parte 2

segunda-feira, 26 de maio de 2008


- Bom dia!
- Bom dia professora – Respondeu um dos alunos que tinha uma aparência nerd.

Os olhos negros de Patrícia procuraram os de Lucas em meio aquela bagunça de pessoas à sua frente, quando o viu, quieto e aparentemente lendo, deu um pequeno sorriso e voltou ao seu material da aula do dia.
O que estava fazendo? Aquilo não poderia continuar de forma alguma! Estava perdendo o controle e pondo em risco coisas muito importantes.

“Tudo bem” pensou Lucas – “Controle-se, você vai conseguir falar tudo para ela. Só não prestar atenção nessa aula, mas se você continuar pensando nela, vai acabar se excitando em meio aos seus amigos e não vai ter como escapar daqui, que eu faço?!”
Decidiu realmente concentrar-se naquele livro que parecia interessante, mas não conseguia evitar olhar aqueles lindos olhos e aquelas coxas que se mostravam debaixo de uma saia mais curta que o de costume. – “Você está ficando doido Lucas, ela nunca vai querer continuar essa história”
- Abram seus livros na página 53, vamos trabalhar hoje o texto de apresentação militar. – Patrícia dera inicio a sua aula.
- Que absurdo. – Resmungou uma das aulas, sentada em uma das primeiras bancas.
- O que houve Helena? – Perguntou Patrícia virando-se.
- Ser obrigada a estudar uma língua que eu não gosto. Minha avó estudou espanhol em sua escola quando era garota, não teve de estudar inglês. Esta me ensinando a língua e eu vou sair desse país.
- Vou te contar um segredo. – Aproximou-se. – Eu também não gosto de inglês.
- E porque ensina então?
- Os motivos são outros.
- Tem medo dos militares não é? Agora que inglês virou língua oficial no Brasil, teve de correr para não ser despedida.
- A verdade pode ser mais dura do que parece. Vai aprender isso.
- Não me conformo como os adultos.
- Que bom saber disso.

A aula de inglês naquele dia pareceu três vezes mais longa que o normal, Patrícia também sentira o mesmo e ao toque final e de todos os alunos saírem, Lucas forçou ser o ultimo.

- Patrícia... – Ela tentou se controlar.
- Lucas... Eu...
- Por favor, deixe-me falar. Passei a noite e a manhã inteira tentando saber como direi isso... – Patrícia calou-se rapidamente e o escutava. – Não consigo tirar você do meu pensamento – Aproximou-se. – Não consigo mais te olhar e não querer te beijar, o meu desejo de estar com você, ao seu lado, cresce a cada dia.
- Não podemos Lucas. – Interrompeu Patrícia. – Será que não vê? Eu perderia meu emprego, e seus pais jamais aceitariam, você e eu sofreríamos muito. – Havia, porém, outros motivos.
- Podemos ficar nos encontrando às escondidas, por favor, não me negue, sei que quer o mesmo, não vou conseguir viver com você aqui todos os dias sem que possa te dizer uma palavra de carinho, sem que eu possa te beijar... – Lucas aproximou-se o bastante para conseguir dar um beijo molhado e ardente em Patrícia que não negou.
- (aos sussurros, com os lábios bem próximos um do outro) não posso negar que eu quero você, mas, você é muito novo, meu Deus que loucura estou fazendo...
- Pare de pensar em mim como aquele menininho de 10 anos que você viu crescer nessa escola! Já sou grande o suficiente para saber que eu quero você.
- Por favor, Lucas, melhor ficarmos longe dentro da escola.
- Então isso é um sim?! – Falou excitado.
- Isso é uma forma de me manter longe de você e não perder meu emprego. – Patrícia saiu sem dar chances de Lucas lhe responder.

Lucas entristeceu em um piscar de olhos, não sentiu mais vontade de nada alem de ficar quieto e pensar em tudo que tava acontecendo.
Mais uma vez em seu inseparável quarto, ele não conseguia parar de pensar nela. Tentou de verdade estudar algumas matérias para o exame final, provavelmente não conseguiu pôr nem uma só palavra sobre Citologia na cabeça. Desistindo, largou seus livros na mesa e sentou-se de frente a janela que agora começava a chover.

Patrícia estava em seu quarto dando um telefonema.
- Já decidiram quando irão fazer? – Perguntava ela a uma pessoa no telefone.
- Será quinta-feira às dezesseis horas. Ninguém pode saber Patrícia, temos de chegar ao Ministério de surpresa, ou senão irão nos repreender. Tudo que der errado vai ser o fim. Estão de olho em nós, Albuquerque foi preso ontem à noite e levaram tudo o que ele tinha, deram um sumiço nele, ninguém sabe onde está, sabe-se lá o que fizeram com o coitado... – Respondeu uma voz masculina.
- Tudo bem. Estarei lá.

A cigarra toca e imediatamente Patrícia desliga o telefone. Desce as escadas com rapidez e atende a porta imersa na escuridão.

- Quem pode ser nessa chuva?! – Caminhou até a porta e abriu. Viu, tremendo de frio, Lucas que a olhava pedindo para entrar. – O que está fazendo aqui? – Patrícia foi à procura de uma toalha.
- Eu fui nadar um pouco, não estava me sentindo bem, esqueci de levar a chave de casa e meus pais saíram, desculpa por estar incomodando.
- Tudo bem Lucas – Entregando a toalha para ele se enxugar – Mas você precisa tomar um banho, pode pegar um resfriado.
- Estou sem roupa, sem nada.
- Vem, eu te dou uma roupa que eu tenho aqui que foram do meu ex... – calou-se.
- Namorado. – Completou Lucas.
- É. Mas venha, deve estar tremendo de tanto frio, enquanto você toma banho vou fazer um chocolate quente para agente tomar.
- Obrigada Patrícia, e desculpe o incomodo.
- Tudo bem, o banheiro fica no meu quarto, lá em cima, só tem um mesmo, pode ir.

Terminado de fazer o chocolate quente, Patrícia foi leva-lo até Lucas em seu quarto. Ele ainda não tinha terminado de tomar banho e deixou a porta entre aberta – “Isso é provocação” – pensou Patrícia. Ela tentou se controlar em espera-lo do lado de fora, olhou a janela para ver a vizinhança que se escondia dentro de suas casas por causa da chuva – Está escurecendo, falou patrícia. O desejo de vê-lo tomar banho pela brecha da porta foi mais forte que a vontade de ligar a tv para ver as noticias que a chuva dera. Caminhou tão lentamente que nem ela mesma podia escutar seus passos. Parou em frente ao banheiro e olhou por entre as brechas. Seu coração disparou e ela não conseguia nem ao menos piscar os olhos. O corpo de um adolescente de 17 anos lhe fazia ter pensamentos cada vez mais pornográficos, mas ela não conseguia se conter. Vê-lo nu, com seu corpo bem definido pelas braçadas de natação, aquele cabelo escuro... Desceu seus olhos para ver o resto do seu corpo, estava hipnotizada pelo desejo.
Mas Lucas havia fechado o chuveiro, Patrícia logo desceu as escadas para ele não notar que ela o via.

- A água estava uma delicia, mesmo com essa chuva que não para. – Lucas viu que Patrícia trocara suas roupas por outras brancas de tecido que marcavam os bicos dos seios. Tentou não olhar para eles.
- O chocolate está pronto!
- Ah ótimo!
Tomavam em pequenos goles.
- Costuma ler muito Patrícia?
- Por que pergunta?
- Vi alguns livros na sua prateleira lá em cima...
- Leio sim, adoro ler.
- Até mesmo O Manifesto?
- Como? – Sentiu que havia algo errado.
- O Manifesto Comunista, você lê? Pensei que fosse um livro proibido...
- E é.
- Não se preocupe, não irei contar a ninguém.
- Obrigada. Já esta escurecendo, e rápido por causa da chuva, esse nublado vai ficar até à noite. – Olhava Patrícia pela janela. A blusa de botões que vestia estava entre aberta e de lado dava para ver parte dos seus seios.
- Posso ligar para minha casa e ver se meus pais chegaram?
- Claro.
- Humm... Não atendem. Não devem ter chegado. – Uns dois minutos de silencio. – Olha Patrícia, não quero parecer que estou forçando algo está bem? É que eu não conheço ninguém por aqui, você é a única que eu poderia ter pedido esse favor.
- Tudo bem.
Silêncio.
- Me diz como eu faço para parar de pensar em você? – Aproximou-se.
- Lucas, por favor...
- Me diz, porque até naquele banho que acabei de tomar queria que você estivesse junto comigo... – Se aproximando dela.
- Lucas, por favor...- Repetindo agora com as mãos tentando afastar seu corpo.
- Mas, eu preciso de você. – Ela o fitou nos olhos.
- Mas que insistente que você é!
- Não consigo esquecer nos únicos beijos que te dei, e como quero mais...
- Eu também não. – Corou Patrícia.
- Então, por favor, me deixe... – E a beijou, novamente.

Patrícia não conseguia se conter. Lucas a beijava com força, seu corpo pressionou o dela contra a parede e não paravam de se beijar, as mãos de Lucas foram correndo o corpo de Patrícia até chegar nas suas pernas, ela emitia sons de prazer e deixava Lucas abrir-las... Sua língua foi correndo da boca para o pescoço que dava para sentir seu beijo quente, ele abria a blusa branca de botões com carinho, enquanto que Patrícia o observava na sua fome de sexo. Descobrindo dois seios grandes que tinham mamilos rosados, ele correu sua boca para eles enquanto que sua mão entrava pela calcinha e sentia o membro quente e molhado dela. Com a outra mão massageava os seios e os lambia ao mesmo tempo, Lucas foi guiando Patrícia por entre a sala até chegar a um tapete macio que ali se encontrava, deitou sobre seu corpo e continuou a correr sua boca pela sua barriga... Abriu novamente as pernas dela e puxava a calcinha preta que ela vestia, e sem pensar, começou a lamber sua vagina e a massagear com seus dedos, fazendo Patrícia ter seu primeiro orgasmo. Ela o virou com o chão e se sentou em cima do seu abdômen. Tirou a camisa que revelava os mesmos músculos que ela havia visto no banheiro enquanto tomava banho, beijou algumas vezes aquele corpo que estava quente e descia até onde queria. Tirou a bermuda... Depois a roupa intima, revelando o pênis completamente excitado. Passou a língua pela cabeça, e por todo membro, deixando Lucas completamente louco para penetra-la. Os dois completamente nus, invadidos pela escuridão da noite, e também excitados, ele finalmente a invadiu, dando o puro sentimento do prazer. Patrícia deitou-se sobre o corpo de Lucas e adormeceram juntos.

- Lucas acorde!

Mas não havia ninguém ao seu lado. Lucas havia ido embora, levado todas suas roupas e agora estava sozinha. Olhou ao redor e não havia resquícios dele, passou as mãos nos olhos e percebeu que estava com a mesma roupa, foi até o banheiro, mas estava da mesma forma que Lucas havia deixado. Por onde andaria? Era terça-feira, dois dias para o protesto e tudo estava pronto. Porém, para garantir-se melhor, Patrícia decidiu ligar para um dos seus amigos do Grupo.

- Buarque, eu tenho um problema. – Disse.
- O que houve? – Respondeu um homem de voz clara e concisa.
- Sei que é errado. Mas, acabei de dormir com um dos alunos do Vinícius de Moraes.
- Ele sabe sobre você?
- Não. – Respondeu sem certeza.
- Então qual o problema?
- Tenho medo do que podem fazer com ele Buarque, é só uma criança, se um dos coronéis do exército souber que eu estou me envolvendo com alguém, vai rapta-lo ou sei lá o que pode fazer com ele.
- Acalme-se, você não é a primeira que passa por algo assim. Em 60 anos de ditadura minha querida, amores e amores passaram por este grupo, não será nem a primeira nem a ultima.
- E o que houve com os outros?
- Uns fugiram, outros morreram quando foram capturados pelos militantes do governo, outros se escondem até hoje.
- Espero poder terminar com isso, não agüento mais viver me escondendo.
- Terminará, espero que em breve.

1 comentários:

Anônimo disse...

minha queridaaa!!
pode deixar que eu tbm vou te colocar como amiga lá! confesso que so li o ultimo texto postado e adorei ^^ . resolveu voltar com as paginas na net?
fotolog, blog, tudo asuhsuhaushas
te cuida querida beijo enorme!